Digamos, que a pessoa com quem nos casamos nos tenha feito muito mal em vidas passadas ou vice versa...
Imagine, se a gente soubesse que fomos traídos, roubados ou assassinados, e encontrássemos essa pessoa, que nos fez tanto mal, nos encontros casuais, que a vida nos surpreende no decorrer do cotidiano, qual seria a sua reação ao "dar de cara" com um desafeto desse quilate? Isso despertaria o nosso ódio e intolerância total em relação a um ser que nos prejudicou, não é mesmo?
É por isso, que a sabedoria divina nos faz esquecer os acontecimentos do pretérito de nossas vidas...
Já pensou, que, quando encontramos uma pessoa e logo dizemos, que não simpatizamos com ela, enquanto que com outra, o contrário, também sucede, sem que entendamos o porque desta diferença? Isso se dá, em razão de termos nas matrizes do nosso espírito imortal, os resquícios de lembranças impregnadas, que atuam como um "aviso" de boas ou má vindas, pois, a repulsa é imediata, quando fomos personagens de dramas dolorosos e, a bênção da reencarnação, é uma oportunidade de reatarmos elos quebrados pelas dores passadas e vividas... em outras vidas.
E quando amamos, perdoamos e auxiliamos, aqueles com quem vivemos, juntos, quer pelos laços do matrimônio, da amizade, do parentesco ou da convivência no trabalho e nos ciclos socais, nossa vida muda para melhor, as doenças vão embora ou são suportados com resignação e entendimento, pois, elas são a somatização de sentimentos de rancores confusos e controversos... são como venenos que a gente bebe e quer que o outro morra. Ledo engano!
O véu do presente, que nos encobre as passagens de dor em que fomos vítimas, é para o nosso bem e reconciliação com nossos "inimigos..." de pristinas eras!
Quando sentimos repulsa ou ódio por alguém, seja lá quem for, devemos elevar nosso pensamento à Deus e proferir uma oração, para que nos dê força, coragem e entendimento para perdoar, amar e compreender, libertando-nos das amarras dos sentimentos negativos, que teimam em nos ensombrar o coração e a mente.
Palavras do Mestre: " Amai os vossos inimigos, os que vos caluniam e perseguem... orai por eles, que o Pai de infinita Bondade vos atenderá no que precisais... e a paz envolverá teu espirito, cansado dos embates desta lida."
Por isso que, esquecer as ofensas do presente e perdoar, incondicionalmente, constitui a senda para a tranquilidade da alma.
Parece-me, óbvio que, não nos lembrarmos das vidas passadas é, realmente, uma bênção...
Disse Jesus: "Perdoar, não sete vezes uma ofensa, mas, setenta vezes sete..." - a mesma ofensa, completo eu!
Para minha cunhada Rosa, que tinha essa dúvida...
Itanhaém, 11 de fevereiro de 2016
José Aloísio Jardim ( Sêo Jardim )
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