segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

A coruja do mato

                                                  ( Elegia ao Eco-sistema )

Vindo do meio da escuridão da  mata,
Ouvia pios...  de aves cinzentas,
Era o mistério da mata fechada e escura!
O medo rondava a teimosia ingrata,
Daqueles que se atreviam na procura,
Da origem dos sons das aves agourentas!

Nunca tive coragem e nem de perto cheguei,
Mesmo nas noites cálidas quentes e enluaradas,
Quando a lua brilhava clareando as estradas...

Ate que, um dia, tudo mudou... e hoje sei,
Que o progresso acabou com a assombração,
da mata fechada - pela moto-serra - pelo chão...

Prédios e mais prédios tomaram conta de tudo,
E lá no alto - de uma imponente caixa d´água,
Uma ave pardacenta tinha, enfim, seu pio mudo:
Era uma coruja, ensimesmada, na sua mágoa!

Oferta:
O preço que pagaremos pelo desmatamento irresponsável,
Das glebas nativas de todas as espécies - terá uma consequência,
No futuro das gerações - pelo efeito estufa - irremediável,
Que só pode ser transformado... pelo tribunal de cada consciência!

Itanhaém,29 de fev de 2016

Jose Aloísio Jardim   ( Sêo Jardim )







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