Perguntou-me, meu amigo João:
" - José, porque você esta com essa cara fechada?"
Respondi-lhe:
" - É que, ensombrado, esta o meu coração... e as rugas despontam,
como consequência do envelhecimento das minhas emoções, no meu rosto,
mas, ainda bem, que não é mês de agosto,
senão, seriam confundidas, como sintomas de cachorro louco."
É comum, a gente ficar de "cara fechada", por qualquer motivo ou sem ele...
São aqueles vincos, que costumam aparecer na nossa face, quando alguma coisa nos preocupa, pois, ficamos ensimesmados nos nossos pensamentos, que teimam em não nos abandonar, por longo tempo, como se fosse uma escada, em espiral, voltada para o nosso mundo íntimo, porém, sem chegar a uma conclusão sobre o objeto da nossa preocupação, aí, eles despontam de maneira insidiosa, nos causando um certo desconforto, ao aparecer como vivo, mas, estando meio morto... pois, nossas emoções e sentimentos, são os que aparecem e fenecem, pelos sulcos da nossa face, abertos pela pá do tempo, inexorável, que não se abala com as rogativas genuflexas, de nossos pedidos de clemência pela senilidade, que enfraquece as faculdades do intelecto, nos mostrando o caminho da solidão sob o amparo da saudade!
É por isso, que, às vezes, estou de "cara fechada!"
Nada mais a declarar!
Itanhaém, 05 de fev. de 2016
José Aloísio Jardim ( Sêo Jardim )
Nenhum comentário :
Postar um comentário