sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Domínio

                                                     ( Crônica de mim mesmo )

Fui dominado, inexplicavelmente, pelo desejo de escrever, contos, poesias, fatos da vida, corriqueira ou não, daqueles que caminham pela via-crucis do cotidiano, mas, o que gosto mesmo é de falar nas minhas mal traçadas linhas, de amor e dor, amor carnal, amor platônico, sentimentos e emoções da alma imortal, descompassada e feminina, masculina... e duplicada entre dois caminhos!
Nos meus tempos de criança já nos umbrais da puberdade, enquanto meus amigos brincavam e se divertiam nos folguedos próprios daquele estágio de crescimento, ficava a ler e escrever sobre tudo que me aparecesse, porém, era nas veredas da poesia que minha alma crescia...
É bem verdade, que sempre gostei de musica clássica, sertaneja de raiz, romântica e outros gêneros...  
Lia, meus livros, ouvindo Chopin, Bethoven, Litz, Ravel, Straus... porém, o que mais me deixava triste era a minha falta de "ouvido" para a música, pois, não conseguia tocar nenhum instrumento, por mais simples que fosse, e isso me deixava decepcionado comigo mesmo, ( mea culpa...) até o momento em que passei a entender que, cada pessoa, tem lá os seus dons... e que não são iguais para todos, mas, quando se quer uma coisa, realmente, do fundo da nossa alma, a gente consegue fazer, os chamados "milagres..."
O que é preciso é descobrir o que você gosta de fazer, qual é o seu domínio sobre o que ... e o meu, era escrever, entre outros, profissionalmente, dizendo, pois, gostava do campo da administração, de empresas e pessoas, na área da hotelaria e gastronomia, e assim fiz, da minha vida, um eterno aprendizado nestas áreas e viés da minha capacidade intelectual...
Hoje, em dia, me dedico a escrever e ouvir as musicas clássicas, no silêncio do meu mundo interior, aprendendo e "trabalhando" minhas opções de viver e ser, sou, até, posso dizer: Sinceramente, feliz!
Apesar das minhas preferências, tudo me interessa conhecer, estudar e aprender: Todos os assuntos, sem distinção, pois, acho que a vida é um eterno aprendizado para que possamos ser melhores para os nossos semelhantes, amando e compreendendo, perdoando e auxiliando os menos favorecidos pela sorte ou pelo seu "carma", compulsório, haja vista...
O tempo, esse mestre, impávido, nos mostra o caminho para ser o que deveríamos ser... porém, o esforço é de cada um no que nos compete...
Term uma coisa que não gosto: É de aniversário! É uma chatice, uma mesmice, sempre a mesma musiquinha do " parabéns à você..." acho, sinceramente, um horror! Ter que cortar o bolo, brindar e abraçar... É um pé no sac... Agora, do Natal, eu gosto quando é só a família,  para agente fazer oração e lembrar do aniversariante, que é, sempre, esquecido...
As comemorações, não passam de comércio, essa é a verdade, nua e crua!
Sou, em suma, um pesquisador da obviedade, pois, tudo é um fato já consumado!


Oferta:
Domino o tempo, a saudade e as lembranças,
Domino tudo sem falácias, nem à esmo,
Sou como aquelas índigas e cristais crianças,
Especiais... bem dentro de mim mesmo!

Itanhaém, 05 de fev de 2016

Jose Aloísio Jardim   (Sêo Jardim )

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