segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Poesia da flor do amor que feneceu

Quando encontrei o meu grande amor,
A tristeza foi embora, e tímida, evaporou...
Quando meu amor me deixou apareceu a dor,
Junto ao vazio da tristeza - que foi o que ficou!

Sei que sou  carente do amor que tenho por ti,
Infelizmente, ainda, estou aprendendo a viver,
Neste mundo de dores e decepções que já vivi,
Agora, só me falta aprender, como te esquecer!

Mas, para Deus, creio que nada é impossível,
Portanto, vou pedir ao Nosso Pai, a coragem,
Para esquecer este amor... já falido, e risível,
E com o tempo, a lembrança da tua imagem!

Amor que lembranças eu tenho,
Dos beijos da tua boca,
E agora... esmolando eu venho,
De alma... quase louca!

Meu coração bate tão forte,
Que sinto piedade de mim,
Tu és, às vezes... a morte,
Outras... flor do Jardim!

Se eu soubesse, que tudo acabaria um dia,
Jamais faria meus castelos na areia da praia!
No morro do costão - era lá que eu construiria,
Onde eu podia ver o sol e a noite quando desmaia!

Tudo passa nesta vida e este amor, também, vai passar,
Haverá um momento neste tempo de lhe esquecer,
Que nunca mais, minha mente vai se lembrar,
Da sua imagem, que já foi meu bem-querer!

Sei que a recíproca é muito verdadeira,
Mas, quem ri por ultimo, ri melhor,
Na nossa vida você foi a primeira:
E o final todos sabem de cor!

Ofertório:
A porta do meu coração estará sempre aberta,
Mas, nunca peça para voltar ao que era antes,
Um vaso quebrado, não cola na medida certa:
E é pior entre amores e desdenhados amantes!

Itanhaém, 20 de fev de 2016

Jose Aloísio Jardim   ( Sêo Jardim )



                                            

Nenhum comentário :

Postar um comentário