terça-feira, 1 de março de 2016

Pensei que morreria

Pensei que morreria, no dia em que perdesse o teu amor, mas, qual não foi a minha surpresa, quando senti uma incompreensível alegria...
Ontem, estava cheio de desgosto e as lágrimas banharam todo o meu rosto... foi um daqueles dias fatídicos, dolorosos... e nas lágrimas que desciam pela minha face, verifiquei que nem tudo é somente dor de amor, pois, a saudade, já queria fazer seu ninho em meu coração e o tempo, é diferente para quem sofre, diferente para aqueles vivem a sorrir, isso, é um fato.
Fiquei meio pensativo, com tanta coisa acontecendo nas nossas vidas, e o meu semblante parecia uma lápide de mármore polida, brilhava de tanta dor pela incompreensão do fim do nosso amor...
Hoje, sei que tudo acabou, por isso, não consigo mais sorrir e não sei se és tu que vais embora ou eu que devo partir...
Agora,  tenho que preparar e féretro da minha dor e da ilusão que tinha pelo teu amor. Vou buscar forças não sei onde, talvez, no labirinto onde a minha desilusão se esconde...
Lembro-me das tuas mensagens no celular, das palavras ditas em tons amorosos, em que me enganavas com a tua perspicácia de mulher fatal e insensata, entabulando a nossa relação amorosa para o desfecho final, que era a tua saída, pela porta da frente, da minha vida...
Outro amor poderá me fazer sofrer, pois, não há imunidade contra o amor não correspondido, então, já começo a me preparar para colher outras flores e engalanar, novamente, o meu jardim das ilusões perdidas... porém, de uma coisa pode estar certa: Se outro amor vier dar alegria aos dias meus, no cemitério do meu peito, jazigo eterno não existe...
Neste peito meu, creio que há muitas sepulturas, mas, na vala da vida onde repousa a tua partida, não tem orações, penitências ou lágrimas, pois, tudo isso ficou para traz, e no meu peito do amor desfeito, lá no fundo, tua vida doidivana, infelizmente,  jaz!
E eu... que pensei que morreria!

Itanhaém, 1º de mar. de 2016

Jose Aloísio Jardim   ( Sêo Jardoim )


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