terça-feira, 15 de março de 2016

Saudade... em trovas e versos dispersos

Saudade, palavra triste... essa eu me lembro!
Nunca esqueço... porque ela vive de favor,
Desde o mês... penso ser em setembro,
O final... do nosso caso de amor!

Mas, se este mês não for, pode ter sido em agosto,
Ou foi em janeiro... o mês em que tu partiste?
Só sei que, a saudade, para mim tem gosto:
Longe de ti... nesta minha vida tão triste!

Quando a noite desce com seu negro manto,
Todas as flores do meu jardim fenecem,
E dos meus olhos desce o pranto,
E só espinhos... aparecem!

Meu canário já não canta mais,
Vive mudo, parece uma coruja,
Compartilhando com os meus ais,
Junto comigo... neste mar maruja!

Lembras da flor que dei um dia?
E do amor, que ficou esquecido,
No mês das noivas: O mês de Maria!
Agora, só saudade: E tempo perdido!

Agora, minha alma é uma estação de outono,
Tua existência, para mim, é grande castigo,
Tua imagem... me faz perder o sono,
E quando durmo, sonho contigo!

Saudade... saudade... saudade...
Porque tanta saudade, meu Deus?
Pergunta meu coração sem maldade:
Será que é a falta dos carinhos teus?

Aqui jaz um anjo de amor e ternura,
A saudade... inscrita - na lápide fria,
Em cima da marmórea sepultura,
É adeus ao amor que foi um dia!

Itanhaém, 15 de mar. de 2016

Jose Aloísio Jardim   ( Tutu )







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