Tem um lugar para onde todo mundo vai,
É o conhecido, espaço sideral: O umbral!
É uma das casas... que fala, o nosso Pai,
Quando se sofre, um aneurisma cerebral.
E de lá, desses lugares... tétricos e abissais,
Que nos chegam as vozes do outro mundo,
Daqueles que choramingam a dor de seus ais,
Como um óvulo - que jamais - será fecundo!
Este lugar, homens encarnados: vede,
Antes que tu morras de tanta sede,
A fonte, cristalina, deste abismo.
Enquanto, nesta vida, estejas vivo,
Embora tua alma imortal se irrite,
Não percas, do amor, o apetite!
Oferta:
As vozes do umbral, inconformadas... é um misto,
De dores e de prantos de quem não segue o Cristo,
De quem não passa nesta vida de um grande idiota,
Que poderia nas zonas do umbral, mudar a sua rota.
Não deixes - para depois - quando vier a tua velhice:
Não culpes ninguém e não digas que eu não te disse!
Itanhaém, 23 de mar. de 2016
Jose Aloísio Jardim ) Sêo Jardim )
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