terça-feira, 22 de março de 2016

A cigana

Certa vez, uma cigana leu a minha sorte,
Falou, olhando a minha mão: Serás feliz,
Tome esta fita azul com a tesoura a corte...
Tudo mudou, ficou como sempre eu quis!

Mas, o tempo foi passando e as coisas mudando,
Meus sonhos e meus amores foram se acabando,
Fiquei como preso batendo nas próprias grades,
Fui, aos pouco, morrendo nas minhas saudades!

Foi embora, para sempre, o amor da minha vida!
Por uns tempos, curti a dura e impiedosa solidão,
Aí, encontrei bem ao meu lado: A Maria querida!

Nova família construímos: Nove vidas e uma paixão!
Nesta lida, às vezes, o sofrimento é que nos engana:
Mas, ninguém duvide... das palavras de uma cigana!

Oferta:
Vidente, médium, mãe de santo ou pitonisa,
É uma missão e uma dolorosa faculdade,
Amigo - é aquele que sabe e nos avisa,
Também, pelo dom da mediunidade!

Itanhaém, 23 de 03 de 2016

Jose Aloísio Jardim   ( Sêo Jardim )





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