domingo, 22 de dezembro de 2013

ACONTECIMENTOS DÁRIOS.


Daniella consultou o relógio pendurado  na parede - ainda eram cinco horas da manhã.
Sonolenta, não sabia a quem xingar...
Achou que era uma estúpida de fazer dó, afinal, que horas eram de verdade?  O relógio de pulso marcava 6 h. e 55 minutos...
Precisava levar sua filha para a escola e depois, só depois, iria trabalhar numa agência bancária, que consumia suas energias e sua força mental, tanto eram as "cobranças" indevidas e devidas, sobre a sua atuação no mister das finanças bancárias e no corre-corre do dia a dia.
Sentiu um frio intenso e as pernas tremiam no acelerador do carro que dirigia... além de tudo, estava grávida, ao saber, pelas ondas sonoras das palavras do médico, pelos oito meses que seguiriam na sua luta para uma gravidez cheia dos percalços inerentes ao estado de uma barrigudinha encantadora, que sempre fora... estava um tanto temerosa, isso é normal, quem não fica?
Era uma confusão na sua mente, que não sabia como proceder...mas, teria que continuar a luta do cotidiano... até quando?
"Até quando Deus quiser..." dizia para si mesma!
E assim foi caminhando na sua jornada, que a cada dia, seus algozes contumazes do passado e os invejosos do presente, tentavam, de uma certa forma, destruir pelas ondas magnéticas do pensamento, mas, que eram inúteis, devido a sua força de vontade e seu desejo de abrigar mais um espirito no cadinho de um lar, constituído no amor à família e aos semelhantes.
Mas, nem tudo que nos contamina prevalece, quando elevamos ao céu uma boa e sentida prece, cheia dos requisitos dos que aqui aparecem, com um bom motivo nos terrenos movediços, do "dolce far niente" que, ate agora,  tanta gente enganou.... infelizmente!
A luta é renhida, desigual e, às vezes, dolorosa, porém, nunca  foi de sua conduta diária desanimar: E  a cada novo dia os seus pesares, pois, o amanhã terá as seus cuidados, pensava...
Ensimesmada nos seus pensamentos, chegara ao trabalho, e ao entrar na agência bancária, colocou o pé direito, ultrapassando a soleira da porta giratória, que dava acesso a mais um dia de labor cotidiano, no recinto que era o palco dos acontecimentos diários de sua vida...
Assim é a vida de uma bancária, que gosta do que faz e multiplica: Atenção,  amor e compreensão,
à todos que a procuram...
 
Uma homenagem às minhas duas filhas, que trabalham numa agência bancária e vivem o cotidiano dos perigos, que soe acontecer, quando um meliante resolve assaltar e, ás vezes, torturam e ceifam a vida de quem só trabalha e faz o bem...
E as autoridades, constituídas para esse fim,  parecem compactuar com a impunidade dos trânsfugas da Lei...
 
Só me resta as palavras de Cristo: " À cada um segundo as suas obras..."
 
Políticos e autoridades: O vale das trevas vos esperam junto aos vossos "protegidos" onde o pranto e o ranger de dentes, serão as recompensas pela vossa insensibilidade e corrupção contumaz!"
 
E tenho dito!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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