Vejo a gata da minha nora esconder suas fezes, delicadamente, na areia, colocada a propósito, atrás da porta...
Como seria bom esconder as minhas dores, delicadamente, debaixo da lápide da minha emoção, que jaz, no coração, meio morta!...
Havia uma gata angorá que vivia pelos telhados,
era uma gata muito selvagem e arisca,
ela, notívaga, conhecia os meus veros pecados...
pega-la, minha astúcia não se arrisca...
Essa gata me olhava bem de cima dos muros,
quando passava com seus olhos bem escuros,
essa gata, não sei, mas, venha de onde vier,
ela tem garras ferinas e uma alma de mulher!
Essa gata é bem diferente das outras gatas,
que andam e pulam em teto de zinco quente,
bicho de estimação, vivendo longe das matas,
são gatas, miando na noite... melancolicamente!
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