domingo, 20 de abril de 2014

A passagem: Passach ou Páscoa?

Ainda pairava no ar o cheiro intenso de incenso, que o padre da paróquia aspergia, num vai e vem de um moto contínuo, cadenciado, que parecia não ter fim... O cheiro das ervas com que era feito os palitos aromatizados, era inconfundível e lembrava a mesma ritualística, com que a igreja oficializada seus cultos, na passagem da "via crucis" do Mestre Jesus, onde Ele era o principal personagem, que dera a sua vida para salvação dos homens, que teriam vida eterna, se Nele crescem...
Páscoa, pode significar festa da primavera dos pastores nômades da época pré mosaica, há mais de 3500 anos narrada no Livro de Êxodos, ou festa anual do povo hebreu transformada em memorial de sua saída do Egito, depois de quatrocentos anos de subjugação e escravidão dos judeus, mas, no caso em pauta, é a comemoração da glorificação de Cristo pela sua ressurreição, e hoje, a Igreja Católica, prepara os fiéis para a acolhida do Cristo Vivo, ressuscitado no domingo de Páscoa, ensejando uma mudança radical de comportamentos, para nossa evolução espiritual...
Cristo era judeu, porém, pregava a vinda do Verdadeiro Deus e garantia a vida eterna aos seus seguidores e antes de ser crucificado atendeu à todos os preceitos da Lei Judaica e da Páscoa, tomando vinho azedo, ervas margas e pão ázimo, conhecida como a última ceia na quinta feira santa, antes de ser levado à crucificação, e vários rituais foram incorporados pela igreja e o papa Gregório I decretou a abstinência de sexo, carnes vermelhas e festas profanas na quaresma, antes da Pascoa e através dos séculos a liturgia, os dogmas e as ritualísticas vem recebendo modificações pelos seus líderes, devido à evolução dos usos e costumes e das transformações evolutivas dos conhecimentos, quer religiosos, científicos ou filosóficos...
No domingo de Páscoa havia os almoços familiares no quais não faltavam os tradicionais ovos de chocolate, segundo os mais velhos eram botados pelos "coelhinhos da Pascoa" e cantávamos, sempre, aquela canção:
" Coelhinho da páscoa,
que trazes pra mim,
um ovo, dois ovos,
três ovos assim..."
O coelho representa a fertilidade. No Egito antigo o coelho representava o nascimento e a esperança de novas vidas... e os membros das mais diversas religiões não passam sem os conhecidos" ovos de Páscoa..." Tanto os ricos quanto os pobres, de todas as raças e padrões sociais...
As coisas já não são como antigamente, até as igrejas fizeram reformas abolindo muitas liturgias, dogmas e ritualísticas...
Vaticino que, no Terceiro milênio, as igrejas tenderão a desaparecer e as seitas evangélicas tomarão conta dos espaços, que eram, somente, da Santa Madre Igreja Católica, Apostólica e Romana, pois, seu rebanho está disperso, sendo ajuntado pelos "pastores" das mais diversas denominações evangélicas, isso já é um fato, o resto é boato!
E só nos restarão lembranças deste passado pascoalino...
Somente o Evangelho do Cristo restará como esperança de um mundo melhor e mais justo!
Enfim, tudo é passageiro, exceto o cobrador e o motorista!
Não fique triste, pois, um admirável mundo novo está nascendo das cinzas das ilusões, para ascender e acender, o fogo das verdades insofismáveis do espírito imortal e das vidas sucessivas!
Eu, minha esposa e filha, comemoramos a páscoa longe dos outros rebentos, antes, todos unidos em torno da mesa de refeição, esperando os ovos de chocolate, com alegrias e amenidades, risos e felicidade...
São os sinais dos novos tempos que hão de vir!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 



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