Minhas mãos tocam teus seios,
como se fossem um teclado de piano...
Minhas mãos acaricia teu corpo escultural,
como se fosse uma deusa grega...
Minhas mãos seguram, firme, a tua forma túmida,
como se fosse uma taça onde irei beber,
o inebriante gole de vinho, tinto de paixão...
Minhas mãos guardam lembranças,
de antigos toques de amor e carinho...
Minhas mãos tremem, quando te vejo,
atravessando a rua, toda molhada,
da chuva fina, que cai, devagarinho...
Minhas mãos são impacientes, quando tocam
a tua pele sensual, alva e de pelos dourados,
razão de meus incontroláveis pecados...
Minhas mãos quando ficamos a sós,
conseguem desabotoar os botões,
do teu vestido e aqueles colchetes,
que sempre emperram na hora imprópria...
Fico, muitas vezes, a olhar as minhas mãos,
na doce ilusão de que elas nunca vão escrever,
aquelas palavras que eu sempre quis te dizer:
" - QUE SOU LOUCO, E PERDIDAMENTE, APAIXONADO POR TI!
ISTO... EU NUNCA TE FALEI ...
ISTO... EU NUNCA TE ESCREVI...
COM AS MINHAS MÃOS...
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