quinta-feira, 24 de abril de 2014

Na rua onde eu morava

Lá na rua onde eu morava,
tinha um pé de jabuticaba,
à sua sombra eu namorava,
nos beijinhos, me acabava...

O tempo passou, foi embora,
alguém cortou meu pé de amora,
Lá na rua... onde eu morava,
hoje - é minha alma quem chora!

Geleia de amora minha vó fazia,
de jabuticaba... Fazia, também...
Lá na rua onde eu morava,
só a Maria me queria bem.

Meu cão, meu fiel companheiro,
leva-lo comigo sei que não pude,
não esqueço o mês de fevereiro,
quando me salvou, lá no açude...

Lembro-me da gurizada da rua,
fazendo serenata pra minha bela...
Ela apostou que ficava meia nua,
com meia bunda... Na sua janela!

Lembranças... Da minha rua,
nos tempos da puberdade,
quando, escondia a lua,
na saia da imensidade...

Tempinho gostoso, que já foi,
que eu sei que não volta mais,
a cavalo eu laçava qualquer boi,
mas, comer sua carne: jamais!

Era um moleque bem danado,
porem, amigo de tudo mundo,
era querido de quem eu amava,
na rua onde eu morava...

Muitas coisas... Eu esqueci!
E outras, nem me lembrava:
São as passagens que vivi,
lá na rua onde eu morava...

Vou falar de fato sobre as meninas,
que amei... lá em Carmo de Minas,
eram amores, platônicos, de verdade,
razão, destes momentos de saudade!



















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