Chove mais uma vez,
é sempre essa chuvinha fina,
molhando meu dorso nu,
escorrendo pelo meu corpo,
até chegar ao meu pé...
Sempre andei sem guarda chuva,
pois, sempre esquecia,
quando a chuva parava...
Prossigo meu caminho,
tecendo fios de nada,
nas encruzilhadas
da vida,
nas pedras da estradas...
As formigas,
carregam ramos de alecrim,
anis estrelado, hortelã e manjericão...
Será que vão fazer uma horta,
com essas especiarias?
Não sei, quem o sabe?
Mas, que são trabalhadeiras,
isso, elas são,
diferentes das cigarras,
que vivem cantando,
todo o verão...
Esperando a chuva passar,
as formigas, as cigarras e eu,
escondemo-nos,
em lugar seguro,
ao lado de uma xicunkunha!
Tremíamos de medo!
Anoitecia!
Pensamentos e sonhos de um Poeta chamado JOSÉ ALOISIO JARDIM " Membro Efetivo da Academia Itanhaense de Letras!"
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