sexta-feira, 1 de maio de 2015

Não deixarei nenhum legado

Não fui um homem - que amou o irmão,
Não curei... nenhuma dor ou ferida,
Fui um egoísta que passou pela vida,
E hoje não passo - de uma assombração!


Amei sem amar... fui um vero covarde,
Gostei sem gostar... sem fazer alarde,
Calei as minhas palavras e o meu grito,
E a minha sina, hoje, é ser um proscrito!


Não amei ninguém, verdadeiramente,
Nem mesmo a mim me dediquei,
Acho que de tudo me abdiquei,
E nada restou... sinceramente!


Não deixei aos pósteros nenhum legado,
Nenhuma lembrança restará de mim,
Ficarão nas memórias... um pecado:
Não plantei nenhuma flor no jardim!


Pergunto - sem encontrar uma resposta,
Sobre a razão - da vida e do nosso viver,
Falar sobre isso ninguém gosta,
É melhor... a questão esquecer!


Não deixarei pegadas nem rastro,
Para que seguir... alguém me possa,
A minha bandeira - é sem mastro,
Nem viceja o plantio da minha roça!


Esses são os meus monstros sagrados,
Habitando o fundo do meu ego,
Essa é a cruz que carrego,
pendurada - de pecados!


Oferta:
A morte me acena - com a foice na mão,
Quer me levar sob a sua custódia,
Sem me conceder nem mesmo o perdão:
Mas, vem de Deus, a misericórdia!
A eternidade,
É a minha oportunidade,
E chance,
De reabilitação:
Serei muito melhor,
Na próxima,
Reencarnação!



















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