segunda-feira, 4 de maio de 2015

O alcoólatra

Quando nasci, um anjo torto, desses que vivem nas trevas, me disse:


" - Vai, José, vai ser um "gouche" no mundo!"
E vim ao orbe, sem saber que ia sofrer tanto,
Não encontrei a felicidade... nem num segundo,
A única coisa que sentia - era o gosto do pranto...


Amizades e companhias, pela vida encontrei,
e quase caí nas suas esparrelas contumazes...
Sempre, não dar trelas ao mal, procurei,
e com meus inimigos... fazia as pazes!


Foi uma luta hercúlea entre o bem e o mal,
ter que decidir com qual deles ia ficar,
fui um pai de família... sem heroísmo!


Hoje, no ocaso da vida, o que devo lhes falar?
Se a única herança que deixo... é um bem fatal:
São células tronco, defeituosas, do alcoolismo!


Oferta:
Reflexões de uma palestra sobre o alcoolismo,
Na Seara Espírita Reluz, em 04/05/2015















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