Apenas vou dissertar sobre o tema - O encanto da solidão, onde o escritor, J.J.Rousseau, fala assim:
" Então com passo tranquilo metia-me eu por algum recanto da floresta, algum lugar deserto, onde nada me indicasse a mão do homem, me denunciasse a servidão e o domínio; asilo em que pudesse ter primeiro entrado, onde nenhum importuno visse interpor entre mim e a natureza."
Essas incursões, só o faço na minha imaginação, pois, sou um citadino irreversível, um homem que aprendeu a viver no mundo urbano das pequenas e grandes cidades, nas encruzilhadas, nas ruas sinuosas, avenidas e vicinais, cheias de buracos, saliências e reentrâncias, asfaltadas ou de terra batida, mas, de bem com a vida...
Certo dia, um viajante, procurando um lugar ideal para viver, perguntou ao velho e sábio morador da cidade de Itanhaém, que estava encostado no tronco de uma imensa chapéu-de-sol, árvore frondosa, de flores sésseis e folhas largas, oferecia-lhe sombra amiga, razão pela qual, tentava escapar do calor causticante que, naquele ano superava os anteriores, como se o sol quisesse queimar até os pecados veniais... " - Meu senhor, desculpe o mal jeito, mas, poderia, por acaso me dizer se esta cidade é boa para morar?"
Recebeu em troca uma pergunta:
" De onde vem o lugar era bom para viver?"
A resposta foi imediata:
" Que nada, era um lugar de fofoqueiros, intrigantes e todo mundo falava mal dos outros... era muito ruim, êta lugar que nunca mais quero voltar..."
O viajante fez a pergunta, outra vez:
" E aqui, como é?"
Respondeu o sapiente caiçara:
" É melhor o moço ir para outra cidade, pois, aqui é igualzinho o lugar de onde vem o cavalheiro..."
Moral da conversa:
- Onde quer que vá, todo lugar é igual, porque, o que a gente leva no coração é a intolerância e a falta de compreensão, além de ser carente do dom do silêncio, pois, as fofocas são resultados da nossa língua, que nunca fica quieta e fala o que não deve... aí, achamos que os "outros" são maledicentes...
Bem, voltemos ao encanto da solidão.
Estar só, na natureza, em pleno esplendor da beleza da flora e da fauna, encanta aqueles que gostam de estar no meio do mato, da floresta e ou dos recantos ermos e desérticos... é um gosto que não se discute, mas, a mim, principalmente, gosto da solidão das grandes metrópoles ou das cidades pequenas, bucólicas e com gente, que vai e que vem, num moto contínuo, descompassado...
Às vezes, no meio de tanta gente, sinto-me só, mas, não é uma solidão, que angustia por dentro, como se fosse um látego no dorso nu...
Enquanto achava, que era dono das pessoas, que nem cativara... e acreditava que nunca iria morrer, pois, na morte, nem cogitava, achando que era imortal... Ledo engano!
Veio, com o tempo, o entendimento da vida e das coisas e, por opção e convicção, passei a acreditar na vida após a morte e na reencarnação...
Foi aí que entendi: O encanto das solidão!
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