terça-feira, 30 de junho de 2015

Uma caneta tinteiro


Na mão... uma caneta tinteiro,
juntava letras no caderno,
amarelecido pelos anos,
deste jeito era o tempo inteiro,
rabiscando o próprio inferno,
dos seus vero desenganos...

Nas noites enluaradas,
resolvera, um dia, falar de amor,
escrevendo sobre as dores encravadas,
que o acompanhava dia e noite na sua dor...

Falou das paixões e dos amores vividos,
em versos, descreveu tudo que ia na sua alma,
inclusive das traições e dos sentimentos adormecidos...
Procurava, insistentemente, o verdadeiro amor que acalma,
relatando em palavras - a dor e a saudade - razão da felicidade,
que é a busca incansável, constante e corajosa, que nos dá a liberdade!

Sentia como sente  um poeta!
Escreveu sobre amor e paz, sonhos, desejos, compreensão e igualdade,
buscando os novos caminhos...

Escrevia, escrevia, escrevia,
com aquela surrada caneta tinteiro,
trêmula, na mão,
porém, o que mais ele queria,
era lembrar o único amor verdadeiro,
que em lapsos, intermitentes, de memória,
afetava a sua razão... pelo mal de Alzeimer,
que apagava, todas as suas lembranças e história...

Ofertório:
Na sua solidão,
perdido no tempo, ficava,
com a caneta, "parker", tinteiro,
( tremendo, na encarquilhada mão )
sem as lembranças que mais amava...
Como se fosse um relógio sem ponteiro!






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