terça-feira, 23 de junho de 2015

Saudade de Itanhaém

Quanta saudade eu tenho de ti,
Oh! minha Itanhaém querida,
de tua flora colorida,
lugar aprazível,
eu nunca vi!

Tenho saudade do rio,
quando nele nadei,
tenho saudade,
até dos sonhos,
que nunca tive,
e nem sonhei...

Tenho saudade de tudo:
Da minha inocente paquerada,
que me deixou pasmo e mudo,
ao vê-la, também, encabulada...

Tenho saudade dos nevoeiros,
dos raios da lua cor de prata,
dos saraus e das serenatas,
de todos os dias fagueiros...

Itanhaém, de ti tenho saudade,
quando jovem sonhava,
com o verdadeiro amor,
e nas praias eu brincava,
sob um céu de esplendor...

Pode ser que um dia eu morra,
talvez, bem distante de ti,
sem ninguém que me socorra,
agonizando como um colibri...


Deixo aqui a minha vontade,
para que eu seja enterrado,
neste torrão que não nasci,
que me deixou apaixonado...
E para matar a saudade,
- depois de morto - e sepultado,
neste "Angulus ridet",
onde esta poesia escrevi...

Oferta:
Embora, um anjo torto,
destes que vive nas sombras,
tenha me dito:
" - Vai, José,
ser um "gouche" na vida!"

PEDRA QUE CANTA, 24 de junho de 2015




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