terça-feira, 9 de junho de 2015

T T

Minha confrade - passava por mim e virava o rosto fechando o semblante, como se estivesse com muita raiva, e por tabela, para minha consorte, ( ou sem sorte? ) que nada tem a ver com a situação ora descrita. 
Muito bem, o tempo foi passando e aquilo foi me incomodando, pois, são raras as pessoas com as quais tenho algum desentendimento, aversão ou inimizade... mas, sei que muita gente não gosta, verdadeiramente, da minha pessoa, devido a franqueza com que exponho idéias e princípios, dos quais sou convicto, porém, não sou o "dono da verdade e da razão", cometendo meus erros e minhas derrapadas na estrada íngreme das avaliações, dos conceitos e julgamentos, onde acabo me estatelando... às vezes!
Sempre que a via, andando pela praia ou nos encontros casuais, por amizades em comum,  ficava com receio em dirigir-lhe a palavra e levar "um fora", principalmente, na frente de outras pessoas... até que um dia, no início do mês de junho deste ano, a vi num quiosque, acompanhada de amigas, ao redor de uma mesa, onde, na outra extremidade, em outra mesa, estava eu, sozinho, matutando...
Minha esposa, já tinha dito para tomar coragem e falar com ela sobre a razão de tal atitude de desdém, que tanto me aborrecia... Tomei coragem e fui até sua mesa, pedi licença para ser ouvido sobre as minhas dúvidas, ao que me surpreendeu a permissão, incontinenti, com um senão, ela disse:
- Eu vou falar e você vai escutar... 
Aquiesci! 
Depois de tê-la ouvido, ( A mente e o coração tem razões que a própria razão desconhece... ) pedi um aparte e falei assim:
- Tens toda a razão, fui errado e confesso minha culpa, mas, não tive a intenção de ofendê-la... ( Sei que o inferno está cheio de pessoas com boa intenção... ) e muito menos esqueço, que sempre me estendeu a mão amiga, auxiliando e ficando ao meu lado, nas horas em que as vicissitudes bateram em minha porta... eu sempre digo que, quem nos decepciona, são aqueles que amamos: Familiares consanguíneos, amigos, parentes e aderentes, pois, do inimigo a gente sabe o que esperar e, da minha parte, só tenho um pedido a lhe fazer: " - Que me perdoe - por ter errado, decepcionado e magoado seu coração..." e recebendo como resposta: 
- Tudo bem, Jardan, perdoo, mas, não esqueço, e ainda agradeço a lição que aprendi contigo - nunca mais vou ajudar alguém!
- Eu, também, aprendi contigo - vou pensar mais antes de falar, pois, a interpretação pode ser ambígua ou mal compreendida e causar desconforto nas relações de amizade, ou até perdê-las...
Fiquei feliz por ter recebido o seu perdão... e seria querer demais o esquecimento da decepção, que lhe causei, mas, minha querida confrade, continuo sendo seu admirador e sempre estarei ao seu lado, no silêncio de eterno aprendiz, neste orbe de provações e dores,  para nunca mais lhe causar qualquer aborrecimento: Prometo!
Por outro lado, a vida tem me ensinado, que só o tempo para apagar as decepções, fechar as feridas que foram abertas na nossa alma, por aqueles em quem mais confiamos... e há um tempo para tudo, assim, diz o pregador.
Somos viajores da eternidade e aqui começa um novo capítulo em nossas vidas, em um tempo de reavaliação de palavras e atitudes, pelo menos, para mim.
Estou em paz com a oportunidade de ter sido perdoado:
Penhoradamente,  agradeço o aprendizado ao seu lado!
" - Que Deus te cubra de bênçãos e derrame sobre ti os fluídos salutares da vida!"
- Se tiveres alguma coisa, ( contenda, briga, desavença... ) com teu irmão, vá, reconcilia-te com ele, e depois, deposite tua oferta no gazofilácio - Palavras da salvação. ( Mateus:V23-24 )

Neste dia lindo de feriado, 09 de junho de 2015

Fará parte do meu livro - Encontros em Itanhaém - No prelo

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