Sou casado de papel passado,
no amor...abandonado!
( Vi seu vulto sumindo,
sumindo, sumindo...
na penumbra da minha estrada )
Minha alma vive procurando a sua,
na cidade urbana, desumana,
por você - ela chora e chama,
nas noites sob os raios argênteos da lua...
Onde está que não a encontro?
Você é a reticência...
Eu sou o ponto.
Sem seu amor vivo ( vivo? )
parecendo um ébrio...
Acho... que vou morrer,
morrer de tédio...
Essa dependência do carinho seu,
coloca-me no trampolim,
desta vida que Deus me deu:
Ofereci-lhe um lindo jardim,
mas, somente espinhos me ofereceu...
Porém, quem sabe, um belo dia,
você venha me pedir perdão,
com um aperto no coração,
e as ilusões quase mortas,
depois de ver fechadas,
nas frias madrugadas,
de todas as estradas:
Todas as portas...
Nunca negarei o meu teto,
muito menos... o meu pão!
Nunca negarei o meu afeto,
muito menos o meu coração!
Oferta:
Essa nossa união/separação,
é o meu tormento e a razão,
da minha vida e da agonia,
de ver a sua cadeira vazia!
Pensamentos e sonhos de um Poeta chamado JOSÉ ALOISIO JARDIM " Membro Efetivo da Academia Itanhaense de Letras!"
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