( Pode ser, apenas, uma lenda... )
Descia sobre a terra o veludo azul escuro da noite,
E nos terrenos vazios, das ruas sinuosas, os drogados,
Escapavam, dos homens maus... do desdém e do açoite,
Embora, não se possa culpá-los, por nenhum mortal pecado!
São seres humanos - que os traficantes conseguiram arrebanhar,
Para o vício das drogas perniciosas, que invade, hoje, todos os lares:
Esses trânsfugas das leis universais, um dia, contas irão à Deus prestar,
Então, a Lei de Causa e Efeito, fará a Justiça, apesar de todos os pesares!
E quando vires a dor martirizando a alma, sem que saiba a razão e o porque,
Lembra-te, dos causadores do infortúnio e da loucura, que assolou tantas vidas,
Fazendo com que elas, fossem estagiar nas zonas de sofrimento... que ninguém vê!
Oferta:
Creio, seja esta a única explicação para as interrogações, que ficam, na mente perdidas,
Quem planta, do mesmo plantio vai colher... não há outro jeito... para qualquer homem:
Esta é a razão de escutarmos, o uivo doloroso de um lobo, conhecido por lobisomem?!...
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Mas, la nas fazendas... do meu passado, tem um gosto de capim gordura.
À noite... pia no tosco toco a misteriosa coruja,
Dizem que, quem a ouve, tem a vida agourada...
Dela não há... quem de inopino não fuja,
Como se ela fosse, uma alma penada!
Tem estórias de fantasmas tantas e quantas,
Que invade a mente do populacho,
Que na sua verve, até acho,
Idéias fixas de "antas!..."
Essas sombrias e veras estórias de assombrações,
E de contos onde acrescenta um ponto nas lendas,
Não passam de verdadeiros "causos" e tradições...
Que em Minas Gerais se ouve à noite nas fazendas!
À noite, quando o sol do dia no entardecer se evade,
Fica no meu peito, aquela doce e misteriosa saudade,
De alguma coisa que eu perdi e não sei dizer o que é,
Ao olhar a noite estrelada, pelas lagrimas da minha fé!
E la na fazenda... tem o córrego, o monjolo e o açude,
Tem galinhas e patos, que nunca degustei o que pude,
Gatos, cachorros, flores e um lindo e delicioso pomar,
Tem uma cruz à beira da estrada e pássaros a cantar!
Tem as vacas, mugindo no estabulo e o farfalhar das folhas,
Tem o sol e a água da correnteza, límpida, fazendo bolhas,
Na fazenda tem, tem tudo de bom que se possa imaginar,
Borboletas... e vaga-lumes, piscando nas noites de luar!...
La na fazenda - tem até - uma pequena e branca igrejinha,
Para todos os fiéis devotos... de Nossa Senhora Aparecida,
Sem esquecer - Nossa Senhora do Carmo - A madrinha,
Que protege todos meus passos... nas estradas da minha vida!
Sei que todo mundo, já desconfia, de qual estou falando,
As fazendas das cercanias desta cidade... vão desfilando,
Nas palavras e nas angústias... dos meus sentidos e longos ais,
Só pode ser: Carmo De Minas, no Estado de Minas Gerais!
Observação:
A nossa vã filosofia nos impede de ver a beleza de todos os dias...
Mas, la nas fazendas:
Mas, la nas fazendas:
Da Sra Alzira Gorgulho de Castro,
( minha madrinha de batismo )
perto da cidade de Lambari,
e do Sr. Joaquim Pereira,
fazendeiro, que onde fica... esqueci!
fazendeiro, que onde fica... esqueci!
Itanhaém, 02 de outubro de 2015
Jose Aloísio Jardim ( Sêo Jardim )
conhecido por "Zé do Zequinha"
conhecido por "Zé do Zequinha"
- Primogênito de Jose Pereira Jardim -
conhecido pela alcunha de "Zequinha Jardim" ou "Sêo Zequinha"
E tenho dito!
Fui!
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