Se eu tivesse uma alma pura,
Daria a alguém de alma impura,
Mas, a minha alma é sombria,
No ébano da noite e na claridade do dia...
Nos meus sonhos sou pássaro liberto,
Das dores do mundo que a liberdade extingue!
Sou um ponto de interrogação, por certo,
Para que o ponto final - desta vida - se vingue!
Meu silêncio é o abandono da luta inglória,
Onde sepulto a palavra que fere, contumaz,
Os inocentes "tuaregues" da minha história...
Meu canto não canta o passado,
Nem os amores... que em minha alma jaz!
Sou, na verdade, um encantador de serpentes,
Que será picado pela peçonha do animal,
Cujo destino é dar o bote mortal...
Nasci com pecados - e pecados pela vida contraí,
Minha luta, foi fugir de todos eles como covarde,
Porém - vencê-los - foi a minha salvação... senti,
Na pele, a dor da solidão! Ah, ainda não é tarde!
Não me importa dormir ao relento!
Não me importa ficar sozinho!
Só me resta esperar a morte, a anulação,
De todas as coisas, para iniciar uma vida nova!
E assim, neste tempo, que se esvai para todos,
Espero ter modelado todos os meus defeitos,
Da alma, que não passa de uma alma,
Que se transforma e se dissolve:
Ascendendo para Deus!
Itanhaém,16 de abr de 2016
Jose Aloísio Jardim ( Sêo )
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