Tempestades pela vida a fora,
Roda o vento de norte a sul,
O que devemos,
Fazer agora?
Se o céu era límpido e azul?
Roda o vento,
Roda a maré,
Quebrando toda a natureza,
Quebra, também,
A nossa fé,
Da nossa alma na profundeza!
Sobra pouco do que se foi:
Restos confusos,
Restos mortais,
Restos de amores,
Restos iguais...
Flores na correnteza,
Troncos carunchados,
Restos de vida,
Restos de sonhos,
Todos eles arrastados!
Restos de tudo,
Rolando, rolando,
Em um redemoinho
Sem fim,
Meu coração ajunta tudo,
E amontoa,
Junto com restos de mim...
Itanhaém, 16 de abr de 2016
Jose Aloísio Jardim ( Sêo )
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