quarta-feira, 27 de abril de 2016

Gravetos e seixos de um antigo amor

Pedaços de vidas, perdidas, nas encruzilhadas,
Nos eitos desfeitos pela enxada do tabaréu,
Que carpe as emoções íntimas e complicadas,
Daqueles que almejam, unicamente, o céu!

Quando tudo fenecer em dor sem ter mais fim,
Venha viver ao meu lado - despudoradamente:
Entregando seu corpo e sua alma só para mim,
Ludibriando a solidão no seu coração e mente!

Venha compartilhar comigo os seus desejos,
Seus sonhos e fantasias... esses gravetos,
Que serão fogos mágicos de seus beijos,
Crepitando como se fossem amuletos!

" Pedaços de vida de nós dois que restaram,
Do que fomos - em busca das quimeras,
Das promessas que nos empenharam,
Nas estações das belas primaveras!"

Não deixe que sua alma se transforme,
Em pedaços frios e inertes - de seixos,
Esses fragmentos ígneos que dorme,
No seu doce regaço... em releixos!

E quando você estiver, algum dia, de bem com a vida,
Não se esqueça de quem nunca... jamais a esqueceu,
E não me obrigue... Oh! Minha inesquecível querida,
A catar gravetos e seixos - deste amor que já foi meu!

Aviso e reviso:
O tempo - é um tranquilo e magistral batuta, 
Que rege a orquestra - da vida de todos nós,
Mas, tem gente - que finge - que não escuta,
Nem mesmo o som ( - ) da sua própria voz!

Itanhaém, 28 de abr. de 2016

Jose Aloísio Jardim   ( Sêo Jardim )


Nenhum comentário :

Postar um comentário