... Quando você era pequeno e não conseguia andar, engatinhando pela casa, muitas vezes tive que trocar as suas fraldas, levantar seu corpinho franzino, para que não se machucasse e segurar em suas mãozinhas, pequeninas, para iniciar a caminhada, que tanto almejava no seu desejo de andar e conquistar o espaço restrito de nossos cômodos, no aconchego do nosso lar...
Tropeçava, inúmeras vezes, no tapete da sala e caia com o rosto no chão, com pequenas escoriações... e lá vinhamos nós, seu pai e sua mãe, acudir, abraçar e beijar, como a criança indefesa e necessitada de apoio, para ser sustentada no despertar de seus anseios de andar pra lá e pra cá...
Suas pernas, sem a força do crescimento natural, não tinham segurança no caminho que, tropegamente, desejava..
Quando seu corpo, doente, precisava de atenção, debruçávamos sobre ele com remédios e mingaus, ( receitas de alguma vovó que amava seus netos... ) para que se restabelecesse das doenças, próprias da infância que o acometia, contumaz...
Meu filho, sem me alongar em uma dialética empírica, deixo, aqui, minhas impressões para o futuro, quando você não mais precisar de amparo e proteção, mas, lembre-se desses tempos da sua meninice, e tenha amor e compreensão, quando eu e sua mãe, não pudermos mais ser as pessoas cheias de vida e voltarmos a ser criança, como você, um dia, o foi...
E as maiores recompensas que poderá nos dar, deixo-as elencadas:
E as maiores recompensas que poderá nos dar, deixo-as elencadas:
Lembre-se, que voltaremos a ser crianças e vamos precisar de você...
Se a gente não telefonar, telefone prá gente, pois, esquecemos as coisas mais simples e as mais importantes da vida...
Se a gente não telefonar, telefone prá gente, pois, esquecemos as coisas mais simples e as mais importantes da vida...
É uma grande alegria sua compreensão, seu amor e um pouco do seu tempo, nas visitas de rotina... E se por ventura, tropeçarmos no tapete da sala, não ria de nós... a vida é um moto-contínuo e algum dia, queira Deus, alcance a velhice, que se avinha de nossas cãs, que teimam em aparecer, apesar das tinturas que os encobrem..."
Teu pai ( autor conhecido )
Itanhaém, 07 de abril de 2016
Jose Aloísio Jardim ( Sêo Jardim )
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