quarta-feira, 13 de abril de 2016

Fragmentos do cotidiano

Pode ser grande a dor da separação, daquele amor que idealizamos, mas, a vida é uma separação constante, haja vista, quando nossos filhos se vão em busca de novos horizontes, pelo trabalho, pela constituição de um novo lar ou pela decisão de viver suas próprias vidas, com as escolhas que lhes aprouver ao livre arbítrio...
Por, isso, não devemos estacionar nossa alma na vaga da dor e do desespero, pois, a nossas energias acabam por nos transformar em vitimas e algozes de nós mesmos, nos charcos de nossos pensamentos negativos, que acabam por nos levar à depressão e à "menos valia" de nossos valores, intrínsecos, do espirito imortal...
Afinidade e amor, entre duas almas, é compromisso com a vida em harmonia, mas, às vezes, as uniões fracassam, pela cegueira de nossos desejos, focados no ter em detrimento do ser e da doação de si, sem esperar recompensas, emocionais, na coabitação...
É preciso construir uma nova estrada, para novas metas e objetivos, pois, as flores só florescem na estação e no tempo certo, porém, na estação do inverno, a semente e a flora verdejante, aguardam o despertar da primavera para nos oferecer o espetáculo da vida, perfumes e flores de vários matizes, assim, é que deve ser o nosso coração e a nossa alma, em expectativa de dias melhores, de novas afinidades e novos amores e novas amizades... 
Esqueçamos os sentimentalismos, as picuinhas, os melindres, os ressentimentos, as mágoas, a raiva, o rancor, o ódio e o desamor... esse esquecimento só serve para nos fortalecer a terra ressecada pelas dores e desilusões, essas feridas que sangram e parecem não ter cura...
Uma separação, seja ela qual for, não é o fim... e sim, o começo de uma nova vida, onde o ponto de interrogação do passado é o mesmo do presente, e será, também, o do futuro, pois, os desafios são de cunho evolutivo individual, não dependendo de ninguém... a não ser de nós mesmos...
Tudo passa nesta lida, pois, ela é dinâmica e não estática! E muita gente estaciona, inutilmente, nas dores emocionais, onde acabamos perdendo valiosas oportunidades de amar e servir ao próximo, nas palavras de Jesus: " Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros!"
A nossa reconstrução íntima, são fragmentos do cotidiano e, uma coisa só tem valor errôneo, quando conferimos ao objeto, o seu devido preço, segundo a nossa ótica e necessidade imediatista, materialista e egoísta...
Os amores se vão! As amizades se vão! Os filhos se vão! E nós ficamos órfãos, pois, perdemos aqueles que amávamos! É a lei da vida...
Pessoas amadas entram em nossa vida e, algum dia, simplesmente, se vão... e nos obrigam a tomar atitudes e decidir o que fazer daqui em diante, e ficamos, muitas vezes, como "barata tonta", sem entender, porque nos negamos a compreender a simplicidade do dia a dia, nos seus múltiplos feitos e efeitos, pois, qualquer relacionamento, nos ensinam lições doces e amargas, e precisamos aceitar o óbvio  e inexorável, separando o joio do trigo, ou seja, as coisas boas e as más, aproveitando as lições, para sermos melhores, colocando tudo em prática, e agradecendo as pessoas que passaram por nossos caminhos, curtiram, visualizaram e compartilharam os fragmentos do cotidiano...
Encerro, deixando uma mensagem de otimismo:
" Sejamos como as folhas envelhecidas, que caem das árvores no tempo certo... e deixemos que os nossos sentimentos negativos - de dor e desilusão - se soltem de nossos corações,  suavemente..."

Itanhaém, 14 de abr. de 2016

Jose Aloísio Jardim   ( Sêo Jardim )

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