quinta-feira, 7 de novembro de 2013

As flores do jardim da poesia

Meu coração é como as estações do ano,
cada dia rindo ou chorando no abandono,
os amores vividos são iguais as quimeras,
que - nascem e fenecem - nas primaveras!

A solidão que meu coração sente,
é igual as águas da corrente,
que descem os leitos dos rios,
para abraçar... os mares bravios!

Portanto, vejo que minha alegria,
é um "bouquet" de flores da alma,
que desabrocham todos os dias,
com um perfume... que me acalma!

Tal perfume é o amor que sinto,
pelos amantes em abandono,
cujo taça de absinto,
mata a paz e tira o sono...

E vivendo na incerteza da vera esperança,
volto ao meu tempo de inocente criança,
brincando do "faz de conta " que alimenta,
me livrando da tempestade que atormenta...

Meu coração é como as flores da primavera,
desabrochando pelos cantos deste mundo,
enfeitando a vida e a morte, quem me dera:
colorir tua vida... por um único segundo!

Sou poeta e canto a vida e a morte no meu peito,
sou capaz de iluminar o caminho mais escuro,
pois trago dentro do meu coração o amor perfeito,
que amolece  e muda... o coração mais duro!

Esse amor é a essência que evola para a luz,
é um milagre que ilumina qualquer caminho,
derivado do coração... Do nosso Mestre Jesus,
atinge a todos nós, no amplexo... devagarinho!

E por aqui, ficando, vou indo bem devagar,
pois, de nada adianta viver a se estressar,
neste mundo tão imprevisível e fugaz,
que se desfaz em pó... no aqui jaz!

Fui... Mas, não sei se atingi a minha meta,
e nem sei o que será, na verdade, de mim,
sou  do verso, um jardineiro... Um poeta:
que cultiva flores, em poesia, neste jardim!









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