Anoitecia, e as trevas da noite desciam sobre as ruas da cidade...
As pessoas andavam de lá para cá, e era visível no rosto de todos uma certa felicidade e um contentamento indefinível...
Um homem chegara a pouco tempo e caminhava, sozinho, como se estivesse procurando alguma coisa... Meditava sobre tudo que seus olhos alcançava com a perspicácia de sua aguda sensibilidade, seu bom senso e razão.
Chegou a uma praça pública, onde havia um jardim, sentou-se num dos bancos e começou a observar tudo que podia divisar até onde seus olhos conseguisse enxergar...
No meio da praça havia um coreto de onde melodias maravilhosas chegavam aos seus ouvidos...
Depois de um tempo, de grande reflexão, ficou surpreso com a presença de um homem, que aparentava estar na terceira idade, devido aos seus cabelos brancos e o olhar tranquilo, com que fitou os seus olhos cansados de tantas buscas infrutíferas e tanta solidão... E parecendo adivinhar seus pensamentos, perguntou ao recém chegado: " O senhor é desta cidade?" E recebeu como resposta: "Não! Não sou daqui, sou um estranho procurando um lugar para morar, e por acaso, vª sª poderia me falar deste lugar, que me parece tão bom para viver... e tão aprazível?"
A resposta foi uma pergunta: " Me fale como era o lugar de onde o Sr. vem!..."
Então, o estranho que chegara, falou: " De onde eu venho, o lugar é muito insípido, as pessoas são chatas e fofoqueiras, briguentas, mal humoradas, tinhosas, maledicentes, simplesmente, são horríveis...
Aí, o homem falou de uma maneira bem audível e a bom som:
" Olha, meu senhor, o lugar que procura está em outro recanto, porque, aqui, as pessoas são iguaizinhas as do lugar de onde o senhor vem..."
Moral da estória:
Não existe lugar melhor do que o coração e a mente da gente, pois, em nosso entorno, todos são iguais em qualquer lugar e quando nós mudamos... os outros, também, mudam...
Não é o lugar que faz a gente é a gente que faz o lugar!"
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