terça-feira, 19 de novembro de 2013

Este amor sou eu

Minha vida aos poucos vai declinando,
nos últimos vestígios da saúde gasta,
hoje é a dor que vai me dominando:
Se alguém me sorri já não me basta.

Desta minha desdita, uma coisa... só uma:
A carta que nunca me enviastes,
aquele carta esquecida, que teu lar perfuma,
e sobre a tua mesa... deixastes!

Fiquei a esperar a resposta, ansiosamente,
até que os anos foram passando,
e com eles também, creio que, infelizmente,
o meu amor por ti foi definhando...

Mas, não morreu, o danado sobreviveu,
era um amor, sincero e muito forte,
que superou as investidas da morte:
E posso te dizer... que este amor sou eu!

Este amor, que um dia, alguém esqueceu,
ao inferno, às vezes... me transporta,
para pagar um pecado que nunca foi meu,
e jaz na nossa vida como coisa morta!

Pertence ao passado aquela esperada carta,
que tu nunca tivestes coragem de postar,
comprometendo a tua imagem... bem farta,
das razões que tem, o teu jeito de amar!

Mas, tudo passa, devagar... mas, passa!
As páginas da tua carta... estão todas manchadas,
com as lágrimas, que o teu olhar embaça,
como se fosse, no teu jardim, flores desfolhadas!

Meu amor não morreu:
O danado sobreviveu...
E posso dizer:
" -  Este amor sou eu!"

Às vezes, um gesto, uma palavra, um olhar, um telefonema ou uma carta, pode abrir a porta da felicidade na coragem de enfrentar, o que os outros  tem medo ousar!









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