Sua face, transforma-se... com as marcas da idade,
deixando sulcos, como se fossem, veras crateras,
apagando o brilho de seu olhar e da felicidade,
ao relembrar os tempos idos e as quimeras...
As conquistas não foram tantas... nem as alegrias,
a lembrança pertinaz das múltiplas derrotas,
não sai do pensamento... todos os dias,
pelos seus feitos e defeitos idiotas!
É o tempo, implacável - que vai esgotando,
as últimas esperanças - da terceira idade,
nas forças físicas que vão capengando,
impedindo o desfrute da sexualidade!
A vontade de continuar - é muito forte,
a firmeza de espírito supera todos os obstáculos,
transformando a vida do idoso - em espetáculos:
Ao driblar a visita inesperada da morte!
Quando anoitece, acredita na possibilidade no amanhecer,
assim, vai seguindo passo a passo - na sua diuturna labuta:
A cada nascer do sol seu coração, indomável, se revigora,
colocando na construção do amanhã um tijolo a cada hora...
Oferta:
Um dia - todos vós - talvez, possam fazer parte,
deste mundo novo da velhice e da terceira idade,
então, lembrareis deste poema... feito com arte,
prognosticando o fim... com as marcas da idade!
Uma simples homenagem ao Dia do idoso - 1º de outubro de 2014
J. Aloísio Jardim - Um vate bafejado pela brisa de um "Lugar aprazível!"
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