Os pais... somos compelidos a dar um presente aos nossos filhos, em vários momentos da nossa convivência com os nossos petizes, quer no reduto do lar, na escola ou na vida social... Principalmente: No Dia da criança!
É uma busca constante e incessante, para agradar aqueles que temos o dever de cuidar, proteger e amar, sem impor condições...
Mas, qual será o presente, suficientemente, adequado para agradar aos nossos filhos e às crianças, de um modo geral, que os façam felizes com o objeto de seus sonhos de consumo, no quesito de suas maiores esperanças de ter um brinquedo almejado e, ardentemente, sonhado...
Lá se foram os tempos da inocência dos carrinhos de rolimã, das bolas e bonecas de pano, que nossos pais e avós costuravam e construíam, para a felicidade dos nossos momentos... antes da puberdade!
Os tempos são outros... São segundos, minutos e horas da era da informatização, da robótica e das informações que habitam "as nuvens", que podem se dissipar no apertar de um botão, erroneamente, clicado...
Devíamos pensar em transformar o mundo das informações em tempo real, em qualquer lugar do planeta terra, através dos livros que, nas palavras de Monteiro Lobato: " - Um país se faz com homens e livros..." e no dizer de Olavo Bilac: " - Bendito aquele semeia, livros e livros às mancheia e manda o povo pensar..."
Paradoxo dos novos tempos, ao ouvirmos de Bill Gates, a seguinte afirmação - nascida de sua mente voltada para a fria tecnologia dos computadores - " Serei feliz, somente quando não restar nenhum livro e jornal impresso no papel..."
Será que vai vingar esse universo da digitalização?
Sou um caudilho das letras e do alfabeto, aberto nos textos escritos à bico de pena, até às palavras digitadas nas teclas do computador, mas, acabar com os livros, cria-se um abismo e um hiato, nas nossas possibilidades de escrever os mais belos textos de literatura, para o deleite de milhões de pessoas, que amam os insubistituíveis momentos... de ler um bom livro!
Despertar, nas crianças, o gosto para a leitura, pertence à nossa responsabilidade de pais, tutores, professores e escritores de vários jaez: Somos os baluartes defensores da escrita textualizada nos livros, que abrem as mentes de todos que, por ventura, adentram ao palácio surpreendente do conhecimento, fazendo morada, para sempre, e crescendo, material e espiritualmente, na busca da genuína felicidade, que é: A verdade que nos liberta... Assim, dizia Jesus Cristo!
Façamos, do Dia da criança, o ensejo para uma nova esperança:
" - Dê, de presente, um livro: Simplesmente!"
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