Ela era a mais antiga flor... pendurada no galho da arvore frondosa,
era uma flor mimosa - que vivia perscrutando - os sonhos humanos...
Parecia, às vezes, uma estátua, imóvel e inflexível no olhar obtuso,
e no silêncio da madrugada... quando o orvalho da noite descia,
a flor se mexia como se fosse um gira-sol... buscando a luz do dia!
Sua face, se é que flor tem face, era fria como o gelo dos polos,
mas, parecia que a flor tinha sentimentos... e que sentia desejos...
Certa vez, dizia o tabaréu, tinha ouvido o seu grito de dor,
era um grito meio esquisito, como se a voz fosse rouca,
parecia mesmo que a flor... estava com banzo e louca,
talvez, devido a um não correspondido e vero amor.
De repente, veio a tempestade, e as flores caiam,
lentamente, na voragem, como estrelas cadentes...
Aí, a flor despencou como se fosse uma das folhas,
E nada mais restou - não mais - que de repente!
Oferta:
Ao sabor das ondas, no meio do riacho, a flor descia
Em um tronco de árvore... desfalecida, a gente a via,
abraçada à sua taboa de salvação... com certeza,
Era, sem dúvida alguma: A flor na correnteza!
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