terça-feira, 21 de julho de 2015

O dia da caça

Aquele dia, não era o dia da caça...
Era, na verdade, o dia do caçador:
As aves e outros animais...de raça,
Fugiram, na velocidade do beija-flor...

A natureza, pródiga, dá-lhes de tudo:
Água, alimento e o mais que necessita,
Mas, seus cantares ficam tristes e mudo,
Como o pio da coruja e da bela calopsita!

As aves são presas frágeis e fáceis para matar,
Porém, o prêmio que o caçador desejava ostentar,
Era uma jaguatirica -  como tapete - na sala de jantar!

Tinha chamado todos os amigos para um coquetel...
Não faltou ninguém para o evento num conhecido bordel:
Cego - pela onça - chegou o caçador... na condição de revel!

Oferta
Aquele dia não era para ser o dia da caça... Essa foi de doer!
Mas - ninguém imaginaria - que o tiro sairia pela culatra,
Raramente, isso acontece, com quem mata por simples prazer:
É a Natureza dando o troco... à quem um felino maltrata!






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