quinta-feira, 9 de julho de 2015

Há tempos atraz

Escrevo,
sob a luz,
e o som da tv...
Escrevo:

Não, não quero nada de ninguém,
o que quero é paz,
paz de espírito...

Nosso destino, ou carma,
como queiram,
a gente faz por merecer,
então, não adianta
espernear,
o jeito é aceitar!

Mas, queria ver outra vez,
o mesmo céu de anil,
dos meus tempos de criança,
( que vou perdendo )
na minha lembrança...

Queria ouvir as estórias
de assombração,
sob raios do luar
do meu rincão,
ou cantadas e decantadas,
nas moites quentes,
de verão,
da minha saudosa,
São Lourenço,
que jamais vou esquecer,
assim, eu penso,
incrustada,
no sul das Minas Gerais,
que me avizinha do Alzeimer,
antes que chegue,
ele eu venço...

Não! Não diga nada!
Ainda,
tenho consciência,
que estes tempos,
não voltam,
nunca mais!

Ita, 12/07/2002



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