quarta-feira, 8 de julho de 2015

Há muito tempo.... das lamentações


Hoje, é domingo! Dia das mães!
Estou só... e minha consorte ( sem sorte? ) diz que fui o único culpado de viver assim, pois, construí por mim mesmo o meu "modus vivendi", por ter sido um intransigente na minha maneira de ser e viver... E disso tenho absoluta consciência... ninguém pode dar  mais do que tem e o que tenho para oferecer? Nada! As minhas filhas me tratam com um certo desdém misturado com o medo das minhas reações intempestivas... indiferentes aos meus anseios de "pai carente", às vezes, sinto que elas me suportam por que sou o pai e vivem sob o meu teto... e muitas vezes, nem sequer me pedem a "bênção..." ( Esse costume antigo das Minas Gerais que o tempo vai apagando como se fosse um fogo de palha no celeiro...)
Nossa casa casa tem um mezzanino, onde fica o quarto de casal e minha querida esposa faz assim: Se subo ela desce se eu desço ela sobe e na cama deita-se nos pés, porque eu ronco ao adormecer, isso, depois de quinze anos (15 ) e se conversamos, hoje, a pauta é sempre a mesma: " - Você não gosta de trabalhar, é um vagabundo e preguiçoso, bem que seus amigos já me diziam isso..."
Sexo? O que é isso? Já não nos tocamos, nos acariciamos e nem nos amamos... e diz, alto e bom som, que a culpa é minha...
O sofá é a cama que nos separa!
Com dois anos e cinco meses sem trabalho fixo, sou um peso morto que não veem a hora de me ver "pelas costas..."
Engraçado, todos eles são católicos, fazem confissão regularmente, recebem a Eucaristía, não faltam à missa, cantam no coral da igreja, mas, creio que não vivenciam a Boa Nova de Jesus, que ensina amar, perdoar, compreender e tolerar as fraquezas do próximo, e o mais próximos são os nossos parentes, com quem vivemos no cadinho do lar para acertar as diferenças do rancor, do ódio e das desavenças... Me corrijam se estou errado!
Tudo na vida passa... Se não há bem que sempre dure, não há mal que não se acabe... Mas, enquanto isso não acontece, a gente vai levando a vida do jeito que dá...
Peço à Deus, que nos ajude a todos que passamos pelos caminhos compulsórios da dor!

Itanhaém, 11 de maio de 2003 - Dia das Mães! Deus te abençoe: Maria Jose!

Nenhum comentário :

Postar um comentário