sexta-feira, 10 de julho de 2015

A psicologia do amor fraternal

Às vezes, nos falta psicologia fraternal. Sabes porque?
As ilusões do mundo moderno e o consumismo, junto com o materialismo, nos impede de ver, sentir, entender a dor estampada no semblante do nosso irmão.
Não! Ele não diz de seus medos, de seus temores, de suas necessidades, porque, no fundo, ele tem um sentimento chamado orgulho, que se traduz em vergonha; vergonha de pedir, de ser um esmoler ou um simples miserável, que tem que estender a mão ou gritar por socorro. O grito morre no íntimo de si mesmo e se transborda em lágrimas, que ninguém percebe, e quando alguém nota, ouve ele dizer, que é um cisco nos olhos...
Quando alguém nos pede um auxílio, um emprego, para si ou para um ente querido, neste "pedido"  reside uma súplica, muitas vezes, desesperadora, que o nosso descaso, a nossa comodidade, pode causar uma desgraça em uma família, quando, bastava, tão somente, uma atenção maior, uma ajuda mais efetiva e afetiva...
E quanto horror... os  Edgar Allan Poe  ou Dante da vida, deixariam de ter inspiração para escrever...
Às vezes, nos falta a psicologia do amor fraternal!

Esta singela página está na íntegra, cuja data, 03/06/2001, rascunhei!

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