quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Divórcio, sim... E os filhos?

Tristeza, angústia, raiva e medo! Estes são os efeitos na alma da criança, que é vítima das separações dos pais, dos divórcios e desquites!
O divórcio, regulamentado por Lei, em 1977, deixou aberta a porta da possibilidade de um novo enlace matrimonial, apesar de estar ocorrendo há tempos, mas, não era reconhecido ou aceito socialmente, constituindo assunto vedado em qualquer sociedade e meios familiares de então.
Os novos modelos familiares foram apresentando feridas, não só nos adultos bem como nas crianças, que ficaram à mercê de um novo e admirável mundo novo e impactante, sem compreenderem o que estava acontecendo...
Sem questionar o mérito ou demérito do divórcio e das separações, procurarei enfocar os conflitos vivenciados pelas crianças, que assistem a tudo de forma alienada, sem compreender as atitudes dos adultos, que esquecem o quanto prejudicam suas vidas iniciantes na formação do caráter, ética e moral, no futuro dos jovens, que serão o sustentáculo e o reflexo da nação brasileira... nas suas atitudes equilibradas... Ou não!
Como não existe, para as crianças, a possibilidade da permissão de interferência e questionamento, na decisão dos pais em se separar, as mesmas são atingidas, violentamente, pela maneira incorreta de compartilhar desse processo, às vezes,  inevitável, na vida familiar, que toma novos rumos, mas, exclusivamente, no universo infanto/juvenil, que passa a ter consequências desastrosas na formação do indivíduo na fase adulta, com resquícios de alienação, e efeitos deletérios sobre a saúde física e mental, moderada ou não, que a sociedade terá que enfrentar, como resultado da " mea culpa" dos que não conseguiram suportar a convivência à dois. Isto é um fato!
Decantado por cientistas e estudiosos,  a - SAP - Síndrome da Alienação Parental, foi sugerida em 1985 pelo Psiquiatra Richard Gardner, o enfoque sobre esse distúrbio da infância, que se origina  dentro do contexto da guarda dos filhos, por quem quer que seja...
Um dos cônjuges acaba por ser considerado como "vitima ou algoz" na avaliação da criança, órfã de pais vivos, influenciada pelos mesmos na disputa da razão pelo ato de separação.
Gerando dificuldades no aprendizado da criança, timidez e medo da vida, a temática vem sendo estudada por profissionais na área da saúde mental, pediatria e do direito constitucional, para determinar o que já sabemos de cor e salteado: A criança tem que ser objeto de atenção na separação dos pais, promovendo o diálogo nas veredas da verdade e do amor incondicional, aos pequeninos, órfãos das nossas atitudes e desejos de sermos felizes, ao buscarmos o divórcio, a separação ou o desquite.
Não transformemos os nossos filhos em cúmplices de nossos atos, colocando a culpa no outro...
As grandes dores podem ser inevitáveis, mas, suas consequências, amenizadas pelo amor e solidariedade ao nosso próximo, principalmente, quando estes próximos são os nossos filhos!
A criança, no seu universo infantil, possui um cabedal de conhecimento, que desdenhamos, por sermos egoístas contumazes na busca, desenfreada, pela felicidade que está dentro de cada um...
A violência doméstica da criança/adolescente não é alcançada pela justiça dos homens, quando os pais, inescrupulosamente, as abandonam na rua da amargura do silêncio, e da pseudo superioridade de acharem, que criança não entende das coisas de adultos...
Aí, somos responsáveis pelas vidas que criamos, mas, egoisticamente, desdenhamos!...
O assunto não se esgota, já que somos co-criadores, em plano menor, física e mental de nossos filhos!
Sem apontar o dedo em riste, entendo que, a separação, às vezes, é necessária para solucionar um mal maior, que poderá vir à tona na desgraça de um ato insano... e desumano!
A Constituição Federal e o ECA, asseguram que a SAP, tem como amparo a Lei 12.318/10, que dá o real significado desta síndrome, como um crime, quando cometido... pelos genitores e seus cúmplices, quer parentes ou aderentes!
E dias melhores virão!
Reflitamos!...
 
Mr. Garden
 
 
 
 
 

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