terça-feira, 17 de setembro de 2013

Fogo na mata

Nuvens de fumaça preta encontrando as nuvens do céu...
A flora morrendo na dor silenciosa das chamas...
A fauna correndo para escapar do imenso fogaréu...
E os homens tentando, inutilmente,
Apagar as labaredas desumanas...

A tragédia começou, vagarosamente,
Ao anoitecer,
E varou por toda a noite enluarada,
Durou, exatamente, até o alvorecer:
Deixando cicatrizes na mata fechada...

Tudo ficou reduzido a cinzas pelo fogo destruidor,
Parecia o fim do mundo...
Um verdadeiro apocalipse!
Que a tudo destruía na sanha insana do seu calor....

Alvorecia! Formava-se no céu um estranho eclipse:
A natureza voltara ao normal, devagarinho,
Mas, a fauna perdera, para sempre...
O seu ninho!

Ofertório:

Às vezes, o incêndio é criminoso e cruel,
E não há ninguém, na noite ou no dia,
Que possa ver a face deste réu...
Então, como fazer Justiça:
Em nome da Ecologia?

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