segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Delírios de um santo

Era homem e não um santo... tinha suas mazelas,
Da alma de beato... em ascensão à santidade,
E ao ficar junto das índias e outras donzelas,
Tinha que ser bem forte, e não covarde!

Era seu dever levar a luz da Verdade,
Aos corações... na volúpia encarcerados,
Nada podia ser feito só pela metade,
Nesta questão sagrada sobre os pecados!

Mas, de repente, uma selvagem bela e louca,
Abraça seu corpo casto e dedicado à Deus,
E crava-lhe um delicioso beijo na sua boca,
Cujo néctar sorve, emergindo delírios seus.
Rasgou sua batina, gasta pelo tempo de ministério,
Deixando-o quase nu e seu corpo másculo à vista,
Transforma seus desejos em milhões de  mistérios,
Nunca experimentados em sua vida de seminarista.

Carecia vencer os seus desejos ardentes de sexo,
Então, desvencilhando-se da deusa do amor carnal,
Caiu de mãos postas ao céu e pediu ao Pai, genuflexo,
Que o livrasse desses delírios loucos - desse gostoso mal.

Conta-se uma lenda tribal, tupiniquim... que uma linda mulher,
Fora transformada em flor, pela compreensão de Tupã e Jaci,
Ao suplicar pelo Padre Jesuíta... a continuidade de seu mister,
E o perdão de seu pecado pela nova convertida da tribo Tupi.

No costão que o mar banhava... na cama de Anchieta,
Nasceu, de repente, a mais bela das flores no paredão,
Tinha nuances das histórias de amor - do nosso planeta,
Sua estoria é contada aos descendentes - como tradição.

Ofertório:
E as estrelas com suas centelhas luminosas,
Desde essa época passou a brilhar no azul:
São as lágrimas de Anchieta... perfumosas,
Que descem rutilantes, do Cruzeiro do Sul!

Exortação:
" É preciso ser forte na minhas fraquezas!"  Apostolo Paulo.
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Itanhaém, 21 de set de 2017

Jose Aloísio Jardim   ( Sêo Jardim )



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