segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Paixão de verão

                                              ( Encontros em Itanhaém )

Meu ser é uma infernal tortura,
Por amar tua carne fresca e fogosa,
Esta é uma paixão...sem cura,
Ao afagar teus seios... cor de rosa!

Paixão nascida de um simples olhar,
De duas cumplicidades sem razão,
De desejos... repletos de tesão,
Só podia ser: paixão de verão!

Quando, na alcova, fazemos amor,
Somos duas almas, apaixonadas,
Entregues - sem nenhum pudor!

Não tem hora nas madrugadas,
Quando dizes baixinho: Sou tua,
Entre beijos - sob o olhar da lua!

Oferta:
Quando terminou o verão... chorei!
Pois, estava ainda ébrio de desejo,
E naquela noite tua boca sufoquei,
Quis até matá-la num único beijo!
Mas, não tive coragem, ainda bem:
Ela nunca mais voltou... à Itanhaém!

Itanhaém, 21 de set de 2017

Jose Aloísio Jardim   ( Sêo Jardim )




Nenhum comentário :

Postar um comentário