Era uma tarde de verão no lugar aprazível da "Pedra que canta" - cujos quase quarenta graus, fazia um buraco na camada de ozônio do planeta, lá pelas latitudes dos polos e, também, num pedacinho do céu de Itanhaém, que insistia em ser indiferente ao tal fenômeno, que causa câncer de pele, herpes e cataratas insidiosas, que a nossa imprevidência desconhece a causa - quando descia, faceira, a ladeira....................uma linda mulher, cor de jabuticaba, gingando os quadris, naquele mexe e remexe, que parecia não ter fim, deixando embasbacados os marmanjos de plantão, que jogavam "conversa fora", tranquilamente, sentados nas cadeiras confortáveis em uma das mesinhas, que ladeavam o "point" do Colibri, Cafeteria já tradicional da cidade, sem tirar os olhos parados e pregados na deusa cor de ébano, que descia e sumia do declive, sem ao menos olhar para traz, deixando um certo perfume no ar, que embevecia a nossa alma e ativava, num ímpeto, a lubricidade meio que adormecida pelos anos já vividos...
O difícil era esquecer sua fragrância de flores do campo, mas, fácil era recordar a imagem, que acendia as emoções dormentes nos corações e nas mentes dos sexagenários - ditos em melhor idade - pelas experiências e usufruto do amor carnal, nas alcovas do cotidiano, quando, solteiros ou casados, nas "escapadelas", saindo de fininho pelas portas ou janelas, quase sem roupa, numa corrida louca, como se da polícia fugisse, ou se alguém, talvez, o visse, como enfrentar a situação?
Bom, se aconteceu ou não, fica na imaginação...
O fato curioso, nessa tarde de verão, era a mulher que, no outro dia, era um comentário danado e, como quem conta um conto aumenta um ponto, a deusa do dia anterior, que descia a ladeira, diziam que era uma feiticeira, pois, deixou todos os que a viram, totalmente apaixonados e em êxtase profundo na utopia de um belo dia, pela beleza singular daquela diva, que ao entardecer, quando o sol declinava seus raios de luz no horizonte, todos os que ouviam a história - achavam e entendiam - que era uma loira maravilhosa, com lábios carmim, parecendo uma rosa de um jardim.
Pois é: A linda mulher cor de ébano, tornou-se uma loira esplendorosa, de lábios rubros e com gosto de mel, pela singular transformação do poder das palavras, que passa de boca em boca, nas prosas do povo, nas cidades litorâneas, onde o caiçara dolente se diverte, como se fosse um pescador das invenções do cotidiano, que muda o conteúdo e o fim da mesma estória, contada e recontada nas "rodinhas" da terceira idade, que enxameiam os "point´s" da nossa cidade.
Itanhaém, 27 de ago. de 2017
Jose Aloísio Jardim ( Sêo Jardim )
O difícil era esquecer sua fragrância de flores do campo, mas, fácil era recordar a imagem, que acendia as emoções dormentes nos corações e nas mentes dos sexagenários - ditos em melhor idade - pelas experiências e usufruto do amor carnal, nas alcovas do cotidiano, quando, solteiros ou casados, nas "escapadelas", saindo de fininho pelas portas ou janelas, quase sem roupa, numa corrida louca, como se da polícia fugisse, ou se alguém, talvez, o visse, como enfrentar a situação?
Bom, se aconteceu ou não, fica na imaginação...
O fato curioso, nessa tarde de verão, era a mulher que, no outro dia, era um comentário danado e, como quem conta um conto aumenta um ponto, a deusa do dia anterior, que descia a ladeira, diziam que era uma feiticeira, pois, deixou todos os que a viram, totalmente apaixonados e em êxtase profundo na utopia de um belo dia, pela beleza singular daquela diva, que ao entardecer, quando o sol declinava seus raios de luz no horizonte, todos os que ouviam a história - achavam e entendiam - que era uma loira maravilhosa, com lábios carmim, parecendo uma rosa de um jardim.
Pois é: A linda mulher cor de ébano, tornou-se uma loira esplendorosa, de lábios rubros e com gosto de mel, pela singular transformação do poder das palavras, que passa de boca em boca, nas prosas do povo, nas cidades litorâneas, onde o caiçara dolente se diverte, como se fosse um pescador das invenções do cotidiano, que muda o conteúdo e o fim da mesma estória, contada e recontada nas "rodinhas" da terceira idade, que enxameiam os "point´s" da nossa cidade.
Itanhaém, 27 de ago. de 2017
Jose Aloísio Jardim ( Sêo Jardim )
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