quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Quem bate?

                                                       (  Elegia aos Ventos: Noroeste, Minuano e "El Niño." )

Quem, ao cair da noite, bate à minha porta?
Será amor de mentira ou amor de verdade?
A última hora do dia... já é uma pagina morta!
Sera que é uma alma penada, da erraticidade?                            

Quem bate? Quem bate? Responda, por favor!
Esse silêncio me mata... me arrasa e me destrói,
Quem será... que vem perturbar meu ocaso de dor,
Sem saber que ele é pungente e o quanto em si dói!

Sera a brisa - ou os vultos notívagos da noite erma,
Que querem assustar a minha vida e a alma enferma?
Nada disso tem  - verdadeiramente - um vero sentido!

Porém, fico amedrontado ao ouvir a força do batido:
Não me preocupo  - se alguém entra... e me mate!
Só quero saber, na realidade, quem... Quem bate?

Finalmente:
Com muita precaução, abri a porta, bem devagarinho...
E o vento, em forma de redemoinho, entra no recinto,
Tinha uma aparência daquele fenômeno: " El Niño."
Isto é a mais pura verdade - e juro que não minto!

ET:  - Esperava eu, que fosse o derradeiro amor, que batia à minha porta, no ocaso da lida, perdida nas entranhas da vida... mas, era o vento que invadia o meu aposento - esse coração - que debocha do próprio sofrimento, como se fosse um masoquista, equilibrista das "surpresinhas" do cotidiano, açoitado pelos ventos noroeste e minuano, que invadem a minha "praia particular", cheia de nudistas envergonhados...

Itanhaém, 31 de ago de 2017

Jose Aloísio Jardim   ( Sêo Jardim )

Nenhum comentário :

Postar um comentário