( Elegia aos Ventos: Noroeste, Minuano e "El Niño." )
Quem, ao cair da noite, bate à minha porta?
Será amor de mentira ou amor de verdade?
A última hora do dia... já é uma pagina morta!
Sera que é uma alma penada, da erraticidade?
Quem bate? Quem bate? Responda, por favor!
Esse silêncio me mata... me arrasa e me destrói,
Quem será... que vem perturbar meu ocaso de dor,
Sem saber que ele é pungente e o quanto em si dói!
Sera a brisa - ou os vultos notívagos da noite erma,
Que querem assustar a minha vida e a alma enferma?
Nada disso tem - verdadeiramente - um vero sentido!
Porém, fico amedrontado ao ouvir a força do batido:
Não me preocupo - se alguém entra... e me mate!
Só quero saber, na realidade, quem... Quem bate?
Finalmente:
Com muita precaução, abri a porta, bem devagarinho...
E o vento, em forma de redemoinho, entra no recinto,
Tinha uma aparência daquele fenômeno: " El Niño."
Isto é a mais pura verdade - e juro que não minto!
ET: - Esperava eu, que fosse o derradeiro amor, que batia à minha porta, no ocaso da lida, perdida nas entranhas da vida... mas, era o vento que invadia o meu aposento - esse coração - que debocha do próprio sofrimento, como se fosse um masoquista, equilibrista das "surpresinhas" do cotidiano, açoitado pelos ventos noroeste e minuano, que invadem a minha "praia particular", cheia de nudistas envergonhados...
Itanhaém, 31 de ago de 2017
Jose Aloísio Jardim ( Sêo Jardim )
Nenhum comentário :
Postar um comentário