Era o alvorecer...que despertava o dia com seus raios de sol, cheio de vida e esperanças de dias melhores, sob o teto azul anil da cidade litorânea de Itanhaém.
Eu nunca tinha visto tantos passarinhos - e de tantas espécies - em revoadas sinuosas e arabescas, enfeitando a orla da praia... e os que estavam no chão, pelas calçadas desenhadas, faziam uma algazarra danada, saltitando, correndo com seus passos acelerados, que ninguém era capaz de pegar, nenhum deles, quando paravam, por tão longe que já se encontravam, mas, era um divertimento para as crianças, que tentavam aprisioná-los, sem realizar seus intentos de pura peraltice, nestes tempos da inocência da infância dos seres índigos e cristais, como à elas se referem os estudiosos da parapsicologia...
Pede-se para que não seja dada comida aos pombos da praça ( causadores de doenças infecciosas agudas e infecções varias ) porém, nunca vi ninguém fazer tal solicitação aos passarinhos, razão pela qual a passarinhada estava, aos bandos, na orla da praia buscando saciar a fome, com as migalhas e guloseimas - miolo de pão francês, salgadinhos crocantes e alpiste - espalhadas, não sei por quem, mas, certamente, é alguém que gosta de passarinhos, pois, boa parte do calçadão estava salpicado desses apetitosos acepipes, que a fauna adora se abarrotar e ficar de "papo cheio..." e, ainda mais, por estarem de frente para o mar da Boca da barra, que a todos encanta por sua beleza natural e sem igual, destes litorais afora...
O sol ia se despedindo do dia, nos instantes em que a lua ia abraçando o anoitecer, e os passarinhos, já ensaiavam seus voos em direção à flora da Mata Atlântica, que os aguardavam na soberana beleza do verde esperança e dos vários matizes, que transmite paz e vitalidade aos que se acercam de suas imponentes árvores, que a depredação humana, ainda não conseguiu chegar com suas máquinas (moto serra) potentes, que cortam, matam e destroem a vida do meio ambiente, junto aos passarinhos, que perdem os seus ninhos!
Agora, era o anoitecer que se avizinhava, e a lua faceira e serelepe, com seus raios prateados iluminavam o poente, como se quisesse ficar namorando o sol, que sumia no horizonte, para renascer no outro lado do mundo, como se quisesse correr da lua, por quem, certamente, ficaria perdidamente apaixonado, criando um caos, ao cometer, por amor, um ato que, erroneamente, chamamos de "pecado!"
E no lusco-fusco do entardecer, uma brisa marinha afarfalhava minha audição, e depois, o silêncio, apenas o silêncio do anoitecer, que era quebrado por uma música suave, ao longe, misturada com o pio de uma coruja, pressagiando o "vento noroeste", que costuma nos surpreender com a força dos elementos e pelo calor abafado e repentino, com que açoita a noite, a natureza verde esperança e a gleba da cidade da "Pedra que canta", que tem, no seu pendão, a inscrição em latim: " Angulus ridet" que nada mais é do que ... Lugar aprazível... que nada mais é, do que um sentimento indizível, e pelo poder da palavra é que construímos a paz, dita, impossível!
E como diz o velho anexim: " Em tempo de tempestade passarinho não muda de galho!"
E no lusco-fusco do entardecer, uma brisa marinha afarfalhava minha audição, e depois, o silêncio, apenas o silêncio do anoitecer, que era quebrado por uma música suave, ao longe, misturada com o pio de uma coruja, pressagiando o "vento noroeste", que costuma nos surpreender com a força dos elementos e pelo calor abafado e repentino, com que açoita a noite, a natureza verde esperança e a gleba da cidade da "Pedra que canta", que tem, no seu pendão, a inscrição em latim: " Angulus ridet" que nada mais é do que ... Lugar aprazível... que nada mais é, do que um sentimento indizível, e pelo poder da palavra é que construímos a paz, dita, impossível!
E como diz o velho anexim: " Em tempo de tempestade passarinho não muda de galho!"
Itanhaém, 15 de set de 2017
Jose Aloísio Jardim ( Sêo Jardim )
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