Se tu me me conheces, por favor, não diga nada sobre mim,
Nada fale sobre as minhas dores - decepções e meus amores,
Nada diga sobre sobre as flores - que morreram no meu jardim,
Não diga nada! Não emita nenhum comentário, por onde te fores.
Aquele tempo que eu vivia ao léu, sozinho, sem amor e sem carinho,
Era mais um "gouche" na lida - com meu peito exposto às cicatrizes,
Causado pelas espertas mulheres da vida, as insinuantes meretrizes,
E quanto mais apanhava, mais eu pedia: " - Bate... bate devagarinho!"
Era um gesto extravagante de culpa, essa minha auto punição,
Mas, quem pode entender a razão, estúpida... de uma razão?
Certamente, ninguém pode, somente a lógica e o bom senso.
Se tu me conheces daquele tempo em que fostes uma "sexi" menina,
Não tentes, hoje, falar do meu passado, cheio de pecados - aí, penso:
Se fui no pretérito, um Marques de Sade, tu fostes uma cruel Messalina!
Mas:
Se tu me conheces, por favor, não digas nada sobre mim.
Pois, eu nada direi sobre ti, sobre as coisas que fizeste,
Se todas as flores morreram no meu solitário jardim,
Do teu nada sobrou... nem um ramo de cipreste!
Nada fales sobre mim... pelas suas estradas
Pois, nossas vidas, são: Águas passadas!
Itanhaém, 19 de set de 2017
Jose Aloísio Jardim ( Sêo Jardim )
Nenhum comentário :
Postar um comentário