domingo, 17 de setembro de 2017

Olhos vermelhos e molhados

Não teças entendimento sobre o vermelho de meus olhos,
Pois, vou dizer em palavras francas o porque de tudo,
Que vive dentro de minha alma cheia de abrolhos,
E que, por vezes... me deixa lacrimoso e mudo.

São os meus sonhos desfeitos... desde a puberdade,
Quando jovem e sonhador no amor me aventurava,
Hoje, me resta somente... a cruel e tísica saudade,
Da primeira namorada, que dizia que me amava.

Quando vires os meus olhos vermelhos e molhados,
Não tenhas pena e nem te compadeças de mim,
Pois, cada lágrima, é uma flor do meu jardim.

Tudo que passei e tudo que fui e sou, há de ter um fim,
E neste meu soneto dos meus olhos vermelhos e molhados,
As cicatrizes serão lembranças - tênues - de amores passados!

PS: 
" - Se, por acaso, eu chorar, novamente, 
terei, certamente, um ombro amigo,
e o calor de uma mão, 
cicatrizando, as feridas do meu triste coração,
cheio de veniais pecados,
através de meus olhos vermelhos e molhados!"

Diz o Mestre Nazareno: 
" Não julgueis para não seres julgados... "

Itanhaém, 17 de set de 2017

Jose Aloísio Jardim   ( Sêo Jardim )






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