Como eu gostaria de voltar... aos meus tempos de criança!
Ser livre como um pássaro e perder-me nos matagais,
Viver todos os dias na perspectiva da vida e da esperança,
Tudo isso eu sei que não volta, nesta vida, nunca mais!
Naquele tempo de outrora eu via as lindas e doces meninas,
Correndo pelas calçadas - enamoradas - de ingênuas purezas,
Pisando, sem saber, as flores esmagadas, atapetadas de boninas,
Mas - tudo é efêmero, ficam somente, na vida... as suas asperezas.
Por isso, queria eu ser pedra dura, poeira que sobe e some no ar,
Mas - sou gente que se agarra no que tem ate às suas raízes,
Sou avezinha desgarrada, perdida... à procura de um lar.
Trago comigo algumas incuráveis e profundas cicatrizes,
Que me doem a alma imortal... neste tempo de agora:
Dor que não doía, dor que eu não conhecia: Outrora!
Dou-te:
Minha vida sem valor aparente que sobra no final da estrada!
Podes ficar com o que dela restou - e de tudo que ainda sou,
Pois, o tempo inexorável, passa como o vento... em rajada,
Antes do ocaso: As lembranças boas de outrora, te dou!
Itanhaém, 09 de set de 2017
Jose Aloísio Jardim ( Sêo Jardim )
Pensamentos e sonhos de um Poeta chamado JOSÉ ALOISIO JARDIM " Membro Efetivo da Academia Itanhaense de Letras!"
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