sábado, 1 de novembro de 2014

A casa da memória

São retratos velhos nas paredes velhas...
são imagens de um tempo que não volta mais,
são palavras escritas em papéis velhos...
No ar, impregnados de odores e mofo,
sentimos a memória nos autos,
e nas roupas e trastes envelhecidos,
carcomidos e preservados com a tal
de naftalina...


Peças simétricas, obtusas, confusas,
acomodadas num canto:
Imagens de santos, espadas,
apetrechos diversos,
usados na tortura dos escravos:
( Lembranças... do passado! )
Uma batina de um Jesuíta,
um livro,
muitos livros e traças percorrendo,
e assim,
nosso passado vai morrendo...




Restos de altares humildes,
e um crucifixo cheio de cupim,
são objetos, coisas e coisas,
diferentes,
sob a luz fraca,
tremeluzente,
gerando imagens esculpidas,
na historia,
sob o forro,
de taboas enegrecidas,
na Casa da Memória!




O entardecer abraçava,
sorrateiramente,
o anoitecer...
Era a Ave Maria...
Cheia de graça!















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