Muitas uniões conjugais são como prisões, que as pessoas acabam por entrar, de livre ou não espontânea vontade, como se estivessem caído numa armadilha, e mesmo tendo tudo ou quase tudo, nesta nova vida, está sempre descontente com a relação afetiva que se efetiva...
Ao sentir-se presa pelos laços do matrimônio ou da simples união de corpos, o tempo vai mostrando que foi um erro tal atitude, impensada, mas, aceita no início, quando tudo era expectativa de dias melhores e de felicidade... era isso que esperava-se encontrar no sexo oposto escolhido...
Mas, e quando é o destino que escolhe? Tanto faz como tanto fez... É que, aos poucos, vai-se tomando ciência de que não era bem isso que a gente desejava, porém, agora é tarde para voltar atrás: Tem os filhos, principalmente... Tem a posição social, a situação financeira, os bens patrimoniais, os amigos, em comum ou não, e outras coisas valorizadas, de acordo com nosso apego ao que quer que seja... ( quadros, livros, cd, dvd, moveis e utensílios diversos, etc e tal... )
Mas, e quando é o destino que escolhe? Tanto faz como tanto fez... É que, aos poucos, vai-se tomando ciência de que não era bem isso que a gente desejava, porém, agora é tarde para voltar atrás: Tem os filhos, principalmente... Tem a posição social, a situação financeira, os bens patrimoniais, os amigos, em comum ou não, e outras coisas valorizadas, de acordo com nosso apego ao que quer que seja... ( quadros, livros, cd, dvd, moveis e utensílios diversos, etc e tal... )
Isso posto, e a noção da superficialidade do que temos, da efemeridade e do prazo de validade finito, sentimos que tudo pertence ao tempo, que corre celeremente, sem nos dar tempo de ajuizar atitudes à nossa felicidade, ao nosso bem estar, que nunca está onde os colocamos...
Aí, vem aquele vazio, aquela inconstância de sentimentos, que nos afasta da pessoa que idealizamos, um dia, para ser a razão do nosso viver, até que a morte nos separe, ( Convencionalmente... ) e desejamos a separação, sem morte para mudar a nossa sorte!
Queremos a liberdade! A amplidão de novos desafios, ficamos inconstantes e passamos a criticar quem, algum tempo, foi a razão do nosso dia a dia nas convenções sociais, onde vivíamos de aparência, pois, quando morre o amor é porque o amor nunca existiu, e sim, somos nós que nos iludimos com as nossas expectativas...
E tudo caminha para um final infeliz, pois, esse erro de trajetória nos traz, sempre, o amargor e jamais a vitória e o amor...
Como a colheita é obrigatória, devido ao que plantamos no campo fértil da união conjugal, sempre teremos o livre arbítrio para mudar, da nossa história, o final... para o bem ou para o mal!
No caso do amor cativo, dos males, o menor:
No caso do amor cativo, dos males, o menor:
Assim, as coisas que amamos, devemos deixa-las partir, se voltarem é porque as conquistamos, e se não retornarem, é porque as perdemos... sem jamais tê-las conquistado!
A razão para abandonar o barco na tempestade, nunca foi direito para ninguém, indistintamente, pois, implica responsabilidade com aqueles que cativamos! Assim, o disse, Saint Exupéry!
Como o segredo da vida está na alegria de viver, às vezes, temos que abrir a porta da prisão de nossos sentimentos, que sufocam aqueles a quem dizemos amar, e restituir-lhes a liberdade, para que possam, novamente, sonhar novas emoções, novos rumos e a expectativa de encontrar... a tão decantada felicidade, que, dizem: " - Não é deste mundo!"
Oferta:
Descuidada, caístes no alçapão que foi armado,
Pelas asas do destino individual e coletivo,
Perdoe quem não soube se fazer amado:
Liberto-te - deste teu amor cativo!
No meu egoísmo, na ânsia de ser melhor,
Sei que não fui o teu amor sonhado,
Poderia ter sido muito pior:
Se eu tivesse - te odiado!
Sejas feliz na tua nova vida!
Morre, " o nosso amor complicado,"
Juntamente, com este: "Soneto inacabado!"
Esta - poderia ser - a sua história!
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